Autor: oliveirahcp@gmail.com

  • Questões sobre o trânsito

    Não é nenhuma novidade que o trânsito nos grandes centros está ruim e não flui como desejado. Pedestres como eu, que valorizam uma boa caminhada pela cidade, tem sido compactados na beira das vias públicas. Ciclistas não são respeitados, e constantemente são vistos como obstáculos a serem superados por automóveis. Quem depende do transporte público, chega a passar um quinto do dia dentro de ônibus no trajeto casa-trabalho e trabalho-casa. Motoristas se irritam com a fragilidade de seus automóveis quando percebem que estão presos em engarrafamentos. Quem enfrenta o trânsito entre 6h e 8h ou entre 17h e 19h nos grandes centros sabe do que estou falando. No fim, tudo fica ruim para todos que se locomovem pelos espaços da cidade. Mas qual o problema? A quantidade de pessoas, de automóveis ou a cidade?

    Duas imagens sobre Belo Horizonte

    Transportes em Belo Horizonte nos anos de 1920.
    Trânsito nos dias de hoje
  • Bairro da Luz: documentos recentes

    Exposição do trabalho do meu colega Eduardo Costa. Confira abaixo a descrição do evento retirada do site da USP:

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  • Revista Mundos do Trabalho (número 4, volume 2 / 2010)

    v. 2, n. 4 (2010) Mundos do Trabalho

    A revista Mundos do Trabalho é uma publicação do GT Mundos do Trabalho da Associação Nacional de História, destinada a divulgar produções inéditas, na forma de artigos, resenhas, entrevistas, fontes primárias inéditas comentadas, conferências, debates e notícias de eventos, relacionados à História Social do Trabalho e temas conexos.

    O (número 4, volume 2 / 2010) acabou de ser publicado. A edição conta com o dossiê “Os trabalhadores e o mutualismo”, organizado por Marcelo Mac Cord e Osvaldo Maciel, além de artigos, resenhas e fontes comentadas.

    Abaixo vocês podem conferir o sumário da revista.

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  • Na sombra da construção da Nova Capital de Minas: o documento-indicador de um conflito

    Em Tempo de Histórias – Publicação do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade de Brasília PPG-HIS, nº. 17, Brasília, ago/dez. 2010. ISSN 1517-1108

    Compartilho com vocês a publicação da transcrição de um documento histórico que fiz para revista do corpo discente do programa de pós-graduação da UNB.

    Trata-se de uma pequena transcrição e análise de uma mensagem enviada por um imigrante italiano ao engenheiro-chefe da Comissão Construtora da Nova Capital sobre arbitrariedades nas desapropriações do Curral Del Rei, local escolhido para construir Belo Horizonte.

    Para acessar a revista e fazer download dos artigos acesse aqui http://www.red.unb.br/index.php/emtempos/index

    O conselho editorial da revista já está aceitando artigos para copor o dossiê história e linguagens, assim como outros artigos, entrevistas e resenhas para a próxima edição conforme as normas descritas no link a seguir http://bit.ly/dN8SPH

    Os trabalhos serão aceitos até o dia 15/05/2011.

  • Recuperando um arquivo: Herman Hugo Graeser – IPHAN | XI Prêmio Funarte de Fotografia (2010)

    Vou compartilhar com vocês o e-mail que recebi do colega Eduardo Costa, arquiteto, fotografo e pesquisador, doutorando em História no Programa de Pós-graduação da Unicamp com pesquisa relacionada a formação do arquivo de fotografias do IPHAN. Ele divulga a publicação mensal de uma série de entrevistas com profissionais do IPHAN, realizadas a partir do Prêmio Funarte de Fotografia, que recebeu em 2010 na categoria produção de conhecimento. Gostei da iniciativa de publicar as entrevistas no site pois multiplica as possibilidades de acesso ao material.

    Logo abaixo, mais informações e o link direto para o site:

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  • Quando as árvores em Belo Horizonte não matavam pessoas

    Retirado da “Mensagem apresentada ao Donselho Deliberativo pelo Prefeito Christiano Machado Monteiro em outubro de 1928”

    No dia 12/02/2011 comentei neste blog um e-mail contestando o corte de 36% das árvores do Parque Municipal no Centro de Belo Horizonte. Citei indiretamente também os relatórios e mensagens de prefeitos das primeiras décadas da capital, que tratavam a arborização da cidade como medida essencial para manter a cidade moderna e elegante.

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  • A praça no centro do debate: desenho social, político e cultural dos espaços públicos.

    ALEX, Sun. Projeto da Praça: Convívio e exclusão no espaço público. São Paulo: Editora SENAC, 2008, 291p.

    Praças, parques e jardins no contexto dos centros urbanos remetem diretamente às questões do espaço público e da vida pública, que por sua vez, nos dizem sobre acessibilidade e apropriação desses espaços que são concretos e referem-se à política e a cultura. A praça no Brasil caracteriza-se como espaço público, coletivo e multifuncional.

    Em Projeto da Praça: convívio e exclusão no espaço público (2008), Sun Alex, doutor em arquitetura pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP) faz uma análise de seis praças localizadas na cidade de São Paulo, relacionando a influência do paisagismo norte-americano no desenho dos espaços públicos brasileiros. Propõe, com lucidez, alternativas para ampliação de uso, acesso e integração com o entorno.

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  • Violência no Aglomerado da Serra

    Duas mortes desencadearam a revolta dos moradores do Aglomerado da Serra. A polícia declarou, num primeiro momento, que as fatalidades ocorreram após troca de tiros com traficantes. A versão mais convincente dos fatos é a dos moradores que reivindicam justiça após o ocorrido. Segundo eles, os policiais estavam no local para receber propina de traficantes e dispararam contra inocentes. Digo que é a versão mais convincente porque os erros nas ações policiais não são nenhuma novidade no país, e a polícia cada vez menos se mostra a serviço do povo de aglomerados e favelas.

    Assistindo pela televisão uma reportagem sobre a repercussão das duas mortes não pude deixar de pensar nos relatos de moradores do aglomerado que conheci na última década. Violência e agressão, presentes na minha memória sobre a fala de cada um deles, são medidas inerentes ao discurso de segurança pública promovido pelo Estado. Não quero “vitimizar as vítimas”, mais quais os critérios das polícias quando invadem as favelas, quando abordam as pessoas?

    E os policiais corruptos? Serão tutelados pela PMMG e pelo Governo do Estado? Haverá investigação?

    Uma ótima reflexão sobre o assunto foi publicada no Praça Livre. Leia!