Categoria: Audiovisual

  • Fotografia analógica como experimento: o laboratório e a cidade

    Fotografia analógica como experimento: o laboratório e a cidade

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    No dia 19 de outubro eu representei o Coletivo Mofo no curso de arte do Instituto Amado. Intitulado “Arte & Experimentações na Cidade”, o curso reuniu diversos jovens artistas, produtores e agentes culturais de Belo Horizonte e Região metropolitana com objetivo de proporcionar uma experiência artística realmente conectada com a cidade.

    Pensando nas experiências fotográficas possíveis no espaço urbano, eu elaborei um percurso pela cidade que se iniciou no laboratório do Coletivo Mofo e passou pelo Studio Fótico e Super Câmera. A ideia era promover uma experiência livre com a fotografia estimulando processos criativos baseados em técnicas diversas e percepções da cidade.

    O curso foi dividido em 4 partes e teve duração de 8 horas.

    Parte 1 – Processos criativos e fotografia experimental com Coletivo Mofo

    Parte 2 – A experiência na cidade

    Parte 3 – O tempo do retrato com Studio Fótico

    Parte 4 – A fotografia nos tempos da internet, uma visita ao Super Câmera

    Entre as partes 3 e 4 conseguimos fazer um desvio e passar no CRJ para conhecer a câmera escura gigante que reproduz o fenômeno físico-ótico de formação da imagem/príncipio da fotografia. A Câmera foi construída pelo Alexandre Lopes na programação do Ocupar Espaços 2019, evento realizado pela Oficina de Imagens.

  • TRANSE S T A R

    Fui convidado para produzir o texto de apresentação da exposição TRANSE S T A R, do fotógrafo Douglas Mendonça, que foi exibida entre 3 de julho e 4 de agosto de 2019 na Galeria de Arte Seis Minas.

    Com curadoria de Ticha Maria, TRANSE S T A R é uma série de fotografias que retratam parte da grande Belo Horizonte, capital de Minas Gerais, visando uma narrativa sobre o lugar / espaço que o cidadão ocupa ou se faz presente na cidade.

    Douglas é nascido em Belo Horizonte, morador de Betim / MG. Estudante de design gráfico pela Escola de Design – UEMG. Ele também é pesquisador e produtor de conteúdo para Revista Tangerine, publicação dedicada a trabalhos fotográficos da Universidade do Estado de Minas Gerais – UEMG onde também já colaborou como produtor gráfico e diagramador. Integra o Núcleo de Design e Fotografia (NUDEF) da Escola de Design (UEMG), Coletivo Mofo e o Al-Químico (Grupo de experimentação em fotografia de base química) da Escola De Belas Artes, Ufmg.

     

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    Venho acompanhando a produção artística do Douglas com a fotografia. Seus recortes urbanos funcionam muito bem para reinventar percursos na cidade. Segue o texto:

     

    TRANSE S T A R

    É possível pensar a cidade enquanto palco de ações humanas, ou como cenário ilustrativo para vida social contemporânea. Contudo, a série TRANSE S T A R, do fotógrafo Douglas Mendonça, ressignifica essa percepção e multiplica as realidades urbanas, evidenciando que as narrativas sobre a cidade só podem ser plurais. A cidade se fragmenta a partir dessa multiplicidade de narrativas, exigindo do fotografo uma imersão sem roteiros, sem fórmulas. Nesse processo, o fotógrafo trabalha a partir da correlação entre experiência e experimento, coletivo e indivíduo. Assim, a cidade deixa de ser percebida por uma relação utilitária, que a define como cenário ou paisagem complementar.

    Três elementos podem ser destacados no processo artístico de Douglas Mendonça: a transitoriedade da experiência do indivíduo que vive as transformações urbanas; a deriva como experiência do fotógrafo que vai às ruas e reconhece no acaso as possibilidades de liberdade; e a retomada das relações afetivas com o espaço e com as transeuntes desconhecidas que a compõem.

    O artista nos apresenta uma urbanidade em fragmentos, porém remontada de forma que não dissociar cidade e pessoas – um permeia o outro como suporte da experiência, e como experimento do fotógrafo. TRANSE S T A R, portanto, reflete simultaneamente o deslocamento, o lugar, a origem e o incerto. É um convite ao estabelecimento de uma nova relação com as cidades que nos habitam.

    Carlos Oliveira

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  • Torres Gêmeas

    O residencial Saint Martin, conhecido como “Torres Gêmeas”, foi uma construção abandonada durante anos, uma das maiores ocupações na região leste de Belo Horizonte durante mais de uma década.

    O empreendimento foi abandonado nos anos 1980 pela ICC Incorporadora e pela Jet Engenharia, que faliram. Em 1996, mais de 170 famílias foram morar no esqueleto de concreto, em uma ocupação que durou 14 anos. Os prédios foram alvo ainda de disputas judiciais, e a ocupação adiou o leilão das estruturas.

    Em dezembro de 2010, um incêndio fez com que o primeiro prédio fosse desocupado. Em setembro do ano seguinte, os moradores da outra torre foram despejados com alegação de que não haviam requisitos mínimos de segurança.

    As Torres seguem servindo ao setor imobiliário e a todas as elites que se sustentam nesse meio sem prestar nenhuma conta ao interesse público.

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    Pentax 6X7

    Kodak Trix 400 (vencido em 1996)

    Revelado e digitalizado por no @coletivomofo, em Belo Horizonte / MG