Categoria: Urbanismo

  • Prefeitura de Belo Horizonte quer vender rua para empreiteira

    Outro dia eu repassei a chamada para o I Seminário do Comitê Popular dos Atingidos pela Copa BH, via Comitê Popular dos Atingidos pela Copa 2014 – BH. Os impactos de mega eventos como Copa do Mundo e olimpíadas são tidos por muitos como essenciais e inevitáveis. Existe um discurso congelado que afirma que o desenvolvimento trazido por eventos como Copa do Mundo e Olimpíadas é isento de impactos negativos e o maior dos benefícios para o país.

    O caso da Rua Musas, no bairro Santa Lúcia, mostra que grandes eventos não são sinônimos de progresso e que o interesse privado é o maior beneficiado. Veja a reportagem do Jornal da Alterosa: (mais…)

  • Transporte público e gestão do trânsito

    Escrito por Daniel Florêncio (cineasta, jornalista e diretor do Ah! Cidade), o texto abaixo é uma ótima reflexão crítica sobre o transporte público em Belo Horizonte. Não resisti a tentação de compartilhar com os leitores do meu blog. Recomendo a leitura para todos, independente de onde resida. (mais…)

  • Acervo da Comissão Construtora da Nova Capital de Minas Gerais

    A Comissão Construtora da Nova Capital era chefiada pelo engenheiro Aarão Reis e compunha-se de uma equipe de engenheiros, arquitetos e urbanistas, cujos trabalhos estenderam-se entre os anos de 1894 e 1897, data da inauguração da cidade.

    Seu acervo é bem conhecido por historiadores que pesquisam temas referentes ao desenvolvimento da cidade nos termos urbanístico, político, social e cultural. Muitos trabalhos interessantes foram produzidos com as fontes que o acervo oferece. (mais…)

  • Algumas referências para o estudo de cidades

    A apresentação “Cem livros com cidade no título” motivou a compartilhar algumas referências dos meus estudos. Tentarei manter o post atualizado, acrescentando livros e pequenas descrições. Vocês também podem contribuir postando outros títulos nos comentários. É só indicar as referencias e acrescentar uma pequena descrição.

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  • Contribuições à Crítica em Arquitetura e Urbanismo na América Latina: reflexões sobre os 25 anos de SAL e projetos para o século XXI

    A realização do Seminário de Arquitetura Latino-americana (SAL) iniciou-se em 1985 com o Encontro de Arquitetos Latino-americanos, no marco da I Bienal de Arquitetura de Buenos Aires, apoiado pelo Centro de Arte y Comunicación e a revista de arquitetura Summa. A partir de então tem sido organizado, por universidades latino-americanas: em Buenos Aires, Argentina (1986); Manizales , Colômbia, (1987); Tlaxcala, México ( 1989); Santiago , Chile ( 1991); Caracas, Venezuela ( 1993); São Paulo e São Carlos , Brasil ( 1995); Lima , Peru ( 1999); San Juan , Porto Rico ( 2001); Montevidéu , Uruguai ( 2003); Oaxtepec , México (2005), Concepción , Chile ( 2007) e cidade do Panamá , Panamá ( 2009). (mais…)

  • The social life of small urban spaces

    The social life of small urban spaces publicado em 1980 por Willian H. Whyte (urbanista, jornalista e observador do comportamento de pessoas nos espaços públicos, falecido em 1999) é um trabalho muito interessante sobre os espaços públicos urbanos, sobre como funcionam ou não como lugares de sociabilidade, e como refletem a vida das pessoas. Foi parte de um projeto iniciado em 1971, chamado Street Life Project, que inicialmente abordava o lazer nos parques e playgrounds de Nova York.

    Ao trabalhar com a comissão de planejamento urbano da cidade de Nova York, em 1969, Willian H. Whyte começou a pensar como os espaços planejados das cidades não funcionavam. Ele observou que o fato das crianças brincarem mais nas ruas do que nos parques e playgrounds era uma pista para entender a relação das pessoas com os espaços. Isto o levou a pesquisar nas ruas observando o comportamento de pedestres e da dinâmica da cidade. Whyte considerou, sem equívocos, que a vida social nos espaços públicos contribui fundamentalmente para a qualidade de vida dos indivíduos e da sociedade e tentou levar suas reflexões para os profissionais que trabalham no planejamento da cidade e de seus espaços.

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  • Questões sobre o trânsito

    Não é nenhuma novidade que o trânsito nos grandes centros está ruim e não flui como desejado. Pedestres como eu, que valorizam uma boa caminhada pela cidade, tem sido compactados na beira das vias públicas. Ciclistas não são respeitados, e constantemente são vistos como obstáculos a serem superados por automóveis. Quem depende do transporte público, chega a passar um quinto do dia dentro de ônibus no trajeto casa-trabalho e trabalho-casa. Motoristas se irritam com a fragilidade de seus automóveis quando percebem que estão presos em engarrafamentos. Quem enfrenta o trânsito entre 6h e 8h ou entre 17h e 19h nos grandes centros sabe do que estou falando. No fim, tudo fica ruim para todos que se locomovem pelos espaços da cidade. Mas qual o problema? A quantidade de pessoas, de automóveis ou a cidade?

    Duas imagens sobre Belo Horizonte

    Transportes em Belo Horizonte nos anos de 1920.
    Trânsito nos dias de hoje
  • A praça no centro do debate: desenho social, político e cultural dos espaços públicos.

    ALEX, Sun. Projeto da Praça: Convívio e exclusão no espaço público. São Paulo: Editora SENAC, 2008, 291p.

    Praças, parques e jardins no contexto dos centros urbanos remetem diretamente às questões do espaço público e da vida pública, que por sua vez, nos dizem sobre acessibilidade e apropriação desses espaços que são concretos e referem-se à política e a cultura. A praça no Brasil caracteriza-se como espaço público, coletivo e multifuncional.

    Em Projeto da Praça: convívio e exclusão no espaço público (2008), Sun Alex, doutor em arquitetura pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP) faz uma análise de seis praças localizadas na cidade de São Paulo, relacionando a influência do paisagismo norte-americano no desenho dos espaços públicos brasileiros. Propõe, com lucidez, alternativas para ampliação de uso, acesso e integração com o entorno.

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  • Árvores ameaçadas de corte no Parque Municipal

    Recebi nesta manhã um e-mail convocando uma manifestação em defesa das árvores ameaçadas de corte no Parque Municipal, em Belo horizonte. O texto trouxe algumas questões interessantes sobre a decisão de cortar 36% das árvores do Parque Municipal.

    A arborização da cidade é um assunto constante nos relatórios de prefeito e jornais impressos durante as primeiras décadas de existência da capital de Minas Gerais. Em 1902, por exemplo, o poder publico dizia que havia arborizado o máximo de ruas, avenidas e praças e que uma cidade moderna como a nova capital não poderia nunca deixar de plantar árvores e cuidar dos seus jardins.

    Leia parte do e-mail que recebi e a convocatória para manifestação com links e referências para maiores informações:
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  • Por espaços mais públicos

    O artigo “Por espaços mais públicos” é uma breve reflexão sobre as praças públicas em Belo Horizonte, tentando lançar questões sobre o sentido público dos espaços da cidade, que se transformam com o seu valor simbólico e possibilidades de sociabilidade. Foi escrito em novembro de 2010, após um dia de caminhada pelo centro de Belo Horizonte e foi publicado no portal Vitruvius. (mais…)