Populares na cidade: vivências de trabalho e lazer

Saiu pela editora Ideia, de João Pessoa (PB), o livro “Populares na cidade: vivências de trabalho e lazer”, organizado por Antônio Clarindo Barbosa de Souza (UFCG). A publicação traz seis artigos que abordam experiências diversas relacionadas ao trabalho e ao lazer no espaço urbano. Belém, Teresina, Fortaleza, Campina Grande, Aracajú e Belo Horizonte são as cidades abordadas por oito autores a partir de diferentes fontes e perspectivas teórico metodológicas como uso de relatos orais, da literatura, das fontes hemerográficas, judiciais e oficiais do poder público. Continue lendo “Populares na cidade: vivências de trabalho e lazer”

Cinco mitos sobre a idade da informação, por Robert Darnton

Repasso aqui o texto baseado na comunicação de Robert Darnton sobre o “Futuro das humanidades” cuja tradução foi publicada no Observatório da Imprensa por Jô Amado. Ele fala sobre livros, informação e comunicação num mundo em que a internet é parte da vida de quase todos. O tema é importante, principalmente para quem depende do acesso à informação nos dias de hoje, seja ela digitalizada ou não. R. Darnton é um historiador mundialmente reconhecido e diretor da Biblioteca de Harvard. Um de seus livros mais divulgados no Brasil é O Grande Massacre de Gatos (1988).

[http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=638JDB027]

O LIVRO E A INTERNET

Cinco mitos sobre a idade da informação


Por Robert Darnton em 20/4/2011

Reproduzido de The Chronicle of Higher Education,17/4/2011; este texto baseia-se numa palestra que o autor fez em março sobre o “Futuro das Humanidades”, no Council of Independent Colleges Symposium, em Washington; tradução de Jô Amado

A confusão em torno da natureza da chamada idade da informação levou a uma situação de falsa consciência coletiva. Não é culpa de ninguém, e sim, um problema de todos porque ao tentarmos nos orientar no ciberespaço, frequentemente apreendemos coisas de forma errada e esses equívocos se disseminam tão rapidamente que são incorrigíveis. Considerados em seu conjunto, constituem a origem de uma proverbial não-sabedoria. Cinco deles se destacam: Continue lendo “Cinco mitos sobre a idade da informação, por Robert Darnton”

Algumas referências para o estudo de cidades

A apresentação “Cem livros com cidade no título” motivou a compartilhar algumas referências dos meus estudos. Tentarei manter o post atualizado, acrescentando livros e pequenas descrições. Vocês também podem contribuir postando outros títulos nos comentários. É só indicar as referencias e acrescentar uma pequena descrição.

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The social life of small urban spaces

The social life of small urban spaces publicado em 1980 por Willian H. Whyte (urbanista, jornalista e observador do comportamento de pessoas nos espaços públicos, falecido em 1999) é um trabalho muito interessante sobre os espaços públicos urbanos, sobre como funcionam ou não como lugares de sociabilidade, e como refletem a vida das pessoas. Foi parte de um projeto iniciado em 1971, chamado Street Life Project, que inicialmente abordava o lazer nos parques e playgrounds de Nova York.

Ao trabalhar com a comissão de planejamento urbano da cidade de Nova York, em 1969, Willian H. Whyte começou a pensar como os espaços planejados das cidades não funcionavam. Ele observou que o fato das crianças brincarem mais nas ruas do que nos parques e playgrounds era uma pista para entender a relação das pessoas com os espaços. Isto o levou a pesquisar nas ruas observando o comportamento de pedestres e da dinâmica da cidade. Whyte considerou, sem equívocos, que a vida social nos espaços públicos contribui fundamentalmente para a qualidade de vida dos indivíduos e da sociedade e tentou levar suas reflexões para os profissionais que trabalham no planejamento da cidade e de seus espaços.

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A praça no centro do debate: desenho social, político e cultural dos espaços públicos.

ALEX, Sun. Projeto da Praça: Convívio e exclusão no espaço público. São Paulo: Editora SENAC, 2008, 291p.

Praças, parques e jardins no contexto dos centros urbanos remetem diretamente às questões do espaço público e da vida pública, que por sua vez, nos dizem sobre acessibilidade e apropriação desses espaços que são concretos e referem-se à política e a cultura. A praça no Brasil caracteriza-se como espaço público, coletivo e multifuncional.

Em Projeto da Praça: convívio e exclusão no espaço público (2008), Sun Alex, doutor em arquitetura pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP) faz uma análise de seis praças localizadas na cidade de São Paulo, relacionando a influência do paisagismo norte-americano no desenho dos espaços públicos brasileiros. Propõe, com lucidez, alternativas para ampliação de uso, acesso e integração com o entorno.

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