Praça de São Francisco (SE), Patrimônio Cultural da Humanidade

Saiu no portal da Revista de História a noticia de que a comunidade de São Cristóvão, no Sergipe, recebeu o Diploma de Patrimônio Cultural da Humanidade, que tinha sido conferido à Praça de São Francisco em agosto do ano passado pela Unesco.

O artigo chama atenção para a singular a fusão das influências das práticas urbanísticas espanhola e portuguesa na formação de núcleos urbanos coloniais. Cabe destacar que as principais referências de configuração de praças públicas na cultura ocidental são a piazza italiana, a Plaza mayor espanhola e a place royale francesa dos séculos XVII e XVIII. Com características funcionais bem diferentes, delas derivou o square inglês no século XIX. No século XX, os parks também têm destaque pela sua singularidade entre as características funcionais do espaço e da vida cultural urbana norte americana. Continue lendo “Praça de São Francisco (SE), Patrimônio Cultural da Humanidade”

Praças do PAC e o modelo de desenvolvimento dos espaços públicos no Brasil

Programa atende prefeituras e DF e prevê 800 praças para os próximos quatro anos

Recebi outro dia a notícia de que o governo federal abriu a seleção de projetos para praças de esporte e cultura. O programa, chamado inicialmente de “Praças do PAC”, vai integrar, no mesmo espaço físico, ações das áreas de cultura, esportes, formação e qualificação para o mercado de trabalho, serviços socioassistenciais, políticas de prevenção à violência e inclusão digital. O projeto visa atender 361 prefeituras e o Distrito Federal, que terão 120 dias para apresentar projetos para a Caixa Econômica Federal, órgão responsável pela liberação dos recursos. Continue lendo “Praças do PAC e o modelo de desenvolvimento dos espaços públicos no Brasil”

A praça no centro do debate: desenho social, político e cultural dos espaços públicos.

ALEX, Sun. Projeto da Praça: Convívio e exclusão no espaço público. São Paulo: Editora SENAC, 2008, 291p.

Praças, parques e jardins no contexto dos centros urbanos remetem diretamente às questões do espaço público e da vida pública, que por sua vez, nos dizem sobre acessibilidade e apropriação desses espaços que são concretos e referem-se à política e a cultura. A praça no Brasil caracteriza-se como espaço público, coletivo e multifuncional.

Em Projeto da Praça: convívio e exclusão no espaço público (2008), Sun Alex, doutor em arquitetura pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP) faz uma análise de seis praças localizadas na cidade de São Paulo, relacionando a influência do paisagismo norte-americano no desenho dos espaços públicos brasileiros. Propõe, com lucidez, alternativas para ampliação de uso, acesso e integração com o entorno.

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Por espaços mais públicos

O artigo “Por espaços mais públicos” é uma breve reflexão sobre as praças públicas em Belo Horizonte, tentando lançar questões sobre o sentido público dos espaços da cidade, que se transformam com o seu valor simbólico e possibilidades de sociabilidade. Foi escrito em novembro de 2010, após um dia de caminhada pelo centro de Belo Horizonte e foi publicado no portal Vitruvius. Continue lendo “Por espaços mais públicos”