Fotografia analógica como experimento: o laboratório e a cidade

Arte-e-Experimentacoes-na-Cidade-V2

No dia 19 de outubro eu representei o Coletivo Mofo no curso de arte do Instituto Amado. Intitulado “Arte & Experimentações na Cidade”, o curso reuniu diversos jovens artistas, produtores e agentes culturais de Belo Horizonte e Região metropolitana com objetivo de proporcionar uma experiência artística realmente conectada com a cidade.

Pensando nas experiências fotográficas possíveis no espaço urbano, eu elaborei um percurso pela cidade que se iniciou no laboratório do Coletivo Mofo e passou pelo Studio Fótico e Super Câmera. A ideia era promover uma experiência livre com a fotografia estimulando processos criativos baseados em técnicas diversas e percepções da cidade.

O curso foi dividido em 4 partes e teve duração de 8 horas.

Parte 1 – Processos criativos e fotografia experimental com Coletivo Mofo

Parte 2 – A experiência na cidade

Parte 3 – O tempo do retrato com Studio Fótico

Parte 4 – A fotografia nos tempos da internet, uma visita ao Super Câmera

Entre as partes 3 e 4 conseguimos fazer um desvio e passar no CRJ para conhecer a câmera escura gigante que reproduz o fenômeno físico-ótico de formação da imagem/príncipio da fotografia. A Câmera foi construída pelo Alexandre Lopes na programação do Ocupar Espaços 2019, evento realizado pela Oficina de Imagens.

 

Manifesto Duelo de MCs

O Duelo de MCs é um dos movimentos mais importantes que Belo Horizonte já teve nos últimos anos. Uma apropriação organizada do espaço público que ultrapassa as paredes da inércia e do esvaziamento político das ruas da cidade. Após completar cinco anos o Duelo publicou um manifesto pela atividade, pelo Hip Hop, mas também por uma nova apropriação da cidade. Serve não só para aqueles que freqüentam o Duelo, mas para todos os habitantes da selva urbana.

Apoio ao Duelo de MCs em Belo Horizonte

“Prezados amigos e parceiros,
Como é do conhecimento de vocês, há quatro anos o Coletivo Família de Rua realiza o Duelo de MC’s embaixo do Viaduto Santa Tereza, no Centro de BH.

Desde a primeira edição do Duelo, até hoje, diversas vezes a Família de Rua solicitou junto ao poder público de Belo Horizonte a parceria para melhorias e soluções estruturais de organização e segurança no espaço que considerem o contexto do Duelo de MCs. Mesmo depois de realizar várias reuniões e firmar diferentes acordos com as instituições responsáveis pela gestão da cidade, as demandas não foram atendidas.

No último dia 29 de junho a Família de Rua foi convocada para uma reunião junto à Regional Centro-Sul e a Polícia Militar de Minas Gerais. Nesta reunião foi solicitada a imediata suspensão do Duelo de MCs e ainda uma possível transferência do encontro para um local fechado ou outros espaços de Belo Horizonte. A alegação foi de que o espaço embaixo do viaduto Santa Tereza não comporta mais o público crescente. Continue lendo “Apoio ao Duelo de MCs em Belo Horizonte”

Quando as árvores em Belo Horizonte não matavam pessoas

Retirado da “Mensagem apresentada ao Donselho Deliberativo pelo Prefeito Christiano Machado Monteiro em outubro de 1928”

No dia 12/02/2011 comentei neste blog um e-mail contestando o corte de 36% das árvores do Parque Municipal no Centro de Belo Horizonte. Citei indiretamente também os relatórios e mensagens de prefeitos das primeiras décadas da capital, que tratavam a arborização da cidade como medida essencial para manter a cidade moderna e elegante.

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Árvores ameaçadas de corte no Parque Municipal

Recebi nesta manhã um e-mail convocando uma manifestação em defesa das árvores ameaçadas de corte no Parque Municipal, em Belo horizonte. O texto trouxe algumas questões interessantes sobre a decisão de cortar 36% das árvores do Parque Municipal.

A arborização da cidade é um assunto constante nos relatórios de prefeito e jornais impressos durante as primeiras décadas de existência da capital de Minas Gerais. Em 1902, por exemplo, o poder publico dizia que havia arborizado o máximo de ruas, avenidas e praças e que uma cidade moderna como a nova capital não poderia nunca deixar de plantar árvores e cuidar dos seus jardins.

Leia parte do e-mail que recebi e a convocatória para manifestação com links e referências para maiores informações:
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Por espaços mais públicos

O artigo “Por espaços mais públicos” é uma breve reflexão sobre as praças públicas em Belo Horizonte, tentando lançar questões sobre o sentido público dos espaços da cidade, que se transformam com o seu valor simbólico e possibilidades de sociabilidade. Foi escrito em novembro de 2010, após um dia de caminhada pelo centro de Belo Horizonte e foi publicado no portal Vitruvius. Continue lendo “Por espaços mais públicos”