Prefeitura de Belo Horizonte quer vender rua para empreiteira

Outro dia eu repassei a chamada para o I Seminário do Comitê Popular dos Atingidos pela Copa BH, via Comitê Popular dos Atingidos pela Copa 2014 – BH. Os impactos de mega eventos como Copa do Mundo e olimpíadas são tidos por muitos como essenciais e inevitáveis. Existe um discurso congelado que afirma que o desenvolvimento trazido por eventos como Copa do Mundo e Olimpíadas é isento de impactos negativos e o maior dos benefícios para o país.

O caso da Rua Musas, no bairro Santa Lúcia, mostra que grandes eventos não são sinônimos de progresso e que o interesse privado é o maior beneficiado. Veja a reportagem do Jornal da Alterosa: Continue lendo “Prefeitura de Belo Horizonte quer vender rua para empreiteira”

Praças do PAC e o modelo de desenvolvimento dos espaços públicos no Brasil

Programa atende prefeituras e DF e prevê 800 praças para os próximos quatro anos

Recebi outro dia a notícia de que o governo federal abriu a seleção de projetos para praças de esporte e cultura. O programa, chamado inicialmente de “Praças do PAC”, vai integrar, no mesmo espaço físico, ações das áreas de cultura, esportes, formação e qualificação para o mercado de trabalho, serviços socioassistenciais, políticas de prevenção à violência e inclusão digital. O projeto visa atender 361 prefeituras e o Distrito Federal, que terão 120 dias para apresentar projetos para a Caixa Econômica Federal, órgão responsável pela liberação dos recursos. Continue lendo “Praças do PAC e o modelo de desenvolvimento dos espaços públicos no Brasil”

Contribuições à Crítica em Arquitetura e Urbanismo na América Latina: reflexões sobre os 25 anos de SAL e projetos para o século XXI

A realização do Seminário de Arquitetura Latino-americana (SAL) iniciou-se em 1985 com o Encontro de Arquitetos Latino-americanos, no marco da I Bienal de Arquitetura de Buenos Aires, apoiado pelo Centro de Arte y Comunicación e a revista de arquitetura Summa. A partir de então tem sido organizado, por universidades latino-americanas: em Buenos Aires, Argentina (1986); Manizales , Colômbia, (1987); Tlaxcala, México ( 1989); Santiago , Chile ( 1991); Caracas, Venezuela ( 1993); São Paulo e São Carlos , Brasil ( 1995); Lima , Peru ( 1999); San Juan , Porto Rico ( 2001); Montevidéu , Uruguai ( 2003); Oaxtepec , México (2005), Concepción , Chile ( 2007) e cidade do Panamá , Panamá ( 2009). Continue lendo “Contribuições à Crítica em Arquitetura e Urbanismo na América Latina: reflexões sobre os 25 anos de SAL e projetos para o século XXI”

The social life of small urban spaces

The social life of small urban spaces publicado em 1980 por Willian H. Whyte (urbanista, jornalista e observador do comportamento de pessoas nos espaços públicos, falecido em 1999) é um trabalho muito interessante sobre os espaços públicos urbanos, sobre como funcionam ou não como lugares de sociabilidade, e como refletem a vida das pessoas. Foi parte de um projeto iniciado em 1971, chamado Street Life Project, que inicialmente abordava o lazer nos parques e playgrounds de Nova York.

Ao trabalhar com a comissão de planejamento urbano da cidade de Nova York, em 1969, Willian H. Whyte começou a pensar como os espaços planejados das cidades não funcionavam. Ele observou que o fato das crianças brincarem mais nas ruas do que nos parques e playgrounds era uma pista para entender a relação das pessoas com os espaços. Isto o levou a pesquisar nas ruas observando o comportamento de pedestres e da dinâmica da cidade. Whyte considerou, sem equívocos, que a vida social nos espaços públicos contribui fundamentalmente para a qualidade de vida dos indivíduos e da sociedade e tentou levar suas reflexões para os profissionais que trabalham no planejamento da cidade e de seus espaços.

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Quando as árvores em Belo Horizonte não matavam pessoas

Retirado da “Mensagem apresentada ao Donselho Deliberativo pelo Prefeito Christiano Machado Monteiro em outubro de 1928”

No dia 12/02/2011 comentei neste blog um e-mail contestando o corte de 36% das árvores do Parque Municipal no Centro de Belo Horizonte. Citei indiretamente também os relatórios e mensagens de prefeitos das primeiras décadas da capital, que tratavam a arborização da cidade como medida essencial para manter a cidade moderna e elegante.

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Por espaços mais públicos

O artigo “Por espaços mais públicos” é uma breve reflexão sobre as praças públicas em Belo Horizonte, tentando lançar questões sobre o sentido público dos espaços da cidade, que se transformam com o seu valor simbólico e possibilidades de sociabilidade. Foi escrito em novembro de 2010, após um dia de caminhada pelo centro de Belo Horizonte e foi publicado no portal Vitruvius. Continue lendo “Por espaços mais públicos”