Fotografia analógica como experimento: o laboratório e a cidade

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No dia 19 de outubro eu representei o Coletivo Mofo no curso de arte do Instituto Amado. Intitulado “Arte & Experimentações na Cidade”, o curso reuniu diversos jovens artistas, produtores e agentes culturais de Belo Horizonte e Região metropolitana com objetivo de proporcionar uma experiência artística realmente conectada com a cidade.

Pensando nas experiências fotográficas possíveis no espaço urbano, eu elaborei um percurso pela cidade que se iniciou no laboratório do Coletivo Mofo e passou pelo Studio Fótico e Super Câmera. A ideia era promover uma experiência livre com a fotografia estimulando processos criativos baseados em técnicas diversas e percepções da cidade.

O curso foi dividido em 4 partes e teve duração de 8 horas.

Parte 1 – Processos criativos e fotografia experimental com Coletivo Mofo

Parte 2 – A experiência na cidade

Parte 3 – O tempo do retrato com Studio Fótico

Parte 4 – A fotografia nos tempos da internet, uma visita ao Super Câmera

Entre as partes 3 e 4 conseguimos fazer um desvio e passar no CRJ para conhecer a câmera escura gigante que reproduz o fenômeno físico-ótico de formação da imagem/príncipio da fotografia. A Câmera foi construída pelo Alexandre Lopes na programação do Ocupar Espaços 2019, evento realizado pela Oficina de Imagens.

 

Torres Gêmeas

O residencial Saint Martin, conhecido como “Torres Gêmeas”, foi uma construção abandonada durante anos, uma das maiores ocupações na região leste de Belo Horizonte durante mais de uma década.

O empreendimento foi abandonado nos anos 1980 pela ICC Incorporadora e pela Jet Engenharia, que faliram. Em 1996, mais de 170 famílias foram morar no esqueleto de concreto, em uma ocupação que durou 14 anos. Os prédios foram alvo ainda de disputas judiciais, e a ocupação adiou o leilão das estruturas.

Em dezembro de 2010, um incêndio fez com que o primeiro prédio fosse desocupado. Em setembro do ano seguinte, os moradores da outra torre foram despejados com alegação de que não haviam requisitos mínimos de segurança.

As Torres seguem servindo ao setor imobiliário e a todas as elites que se sustentam nesse meio sem prestar nenhuma conta ao interesse público.

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Pentax 6X7

Kodak Trix 400 (vencido em 1996)

Revelado e digitalizado por no @coletivomofo, em Belo Horizonte / MG

Recuperando um arquivo: Herman Hugo Graeser – IPHAN | XI Prêmio Funarte de Fotografia (2010)

Vou compartilhar com vocês o e-mail que recebi do colega Eduardo Costa, arquiteto, fotografo e pesquisador, doutorando em História no Programa de Pós-graduação da Unicamp com pesquisa relacionada a formação do arquivo de fotografias do IPHAN. Ele divulga a publicação mensal de uma série de entrevistas com profissionais do IPHAN, realizadas a partir do Prêmio Funarte de Fotografia, que recebeu em 2010 na categoria produção de conhecimento. Gostei da iniciativa de publicar as entrevistas no site pois multiplica as possibilidades de acesso ao material.

Logo abaixo, mais informações e o link direto para o site:

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